Atuação das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo no Facebook na campanha presidencial de 2018

Palavras-chave: Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Interações midiatizadas, Engajamento, Hegemonia

Resumo

Este artigo possui como principal objetivo analisar as postagens nas páginas do Facebook das redes de organizações e movimentos sociais Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, durante a campanha presidencial no Brasil, em 2018. Analisamos os processos de interação entre os seguidores das páginas com as postagens, e entre eles nos comentários, durante o período de três meses. Para analisar a participação de aparelhos privados de hegemonia na produção e circulação de conteúdo, favorável ou crítico aos candidatos apoiados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, identificamos os memes com assinatura de organizações e os links compartilhados nas postagens.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Pablo Nabarrete Bastos, Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil

Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Professor do Departamento de Comunicação Social, do Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense. Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano (PPGMC-UFF). Líder do Laboratório de Pesquisa em Comunicação Comunitária e Publicidade Social (LACCOPS).

Referências

ARAUJO, Willian Fernandes. A construção da norma algorítmica: análise dos textos sobre o Feed de Notícias do Facebook. Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. E-compós, Brasília, v.21, n.1, jan./abr. 2018.

BASTOS, Pablo Nabarrete. Marcha dialética do MST: formação política entre campo e cidade. 2015. Tese (Doutorado em Interfaces Sociais da Comunicação) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.

BASTOS, Pablo Nabarrete. Comunicação, interação e engajamento: Fronteiras epistemológicas e alcances políticos. In: 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Joinville, SC, setembro, 2018. Anais [...]. Joinville: Univillle, 2018.

BRAGA, José Luiz. A sociedade enfrenta sua mídia: dispositivos sociais de crítica midiática. São Paulo: Paulus, 2006a.

BRAGA, José Luiz. Sobre “mediatização” como processo interacional de referência. Animus: revista interamericana de comunicação midiática / Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Sociais e Humanas. Vol. V, n. 2 (julho/dez 2006) – Santa Maria, Nedmídia, 2006b.

BRAGA, Sérgio; CARLOMAGNO, Márcio. Eleições como de costume? Uma análise longitudinal das mudanças provocadas nas campanhas eleitorais brasileiras pelas tecnologias digitais (1998-2016). Revista Brasileira de Ciência Política, nº 26. Brasília, maio - agosto de 2018, pp. 7-62.

CHAGAS, Viktor. A febre dos memes de política. Revista Famecos (Online). Porto Alegre, v. 25, n. 1, janeiro, fevereiro, março e abril de 2018.

COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político. Rio de Janeiro: Campus, 1992.

FINKELSTEIN, Seth. Google, links, and popularity versus authority. In: TUROW, Joseph; TSUI, Lokman (Ed.). The Hyperlinked Society: Questioning Connections in the Digital Age. Ann Arbor: University of Michigan Press., p. 104–120, 2008.

FUCHS, Christian. Como podemos definir vigilância? Matrizes Ano 5, nº 1 jul./dez. 2011, p. 109-136.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

GILLESPIE, Tarleton. A relevância dos algoritmos. Parágrafo. São Paulo, Brasil, v. 6, n. 1, p. 17-29, jan./abr. 2018.

HOEVELER, Rejane Carolina. O CONCEITO DE APARELHO PRIVADO DE HEGEMONIA E SEUS USOS PARA A PESQUISA HISTÓRICA. Revista Práxis e Hegemonia Popular, ano 4, n. 5, p. 145-159, Ago/Dez, 2019.

OROZCO GÓMEZ, Guillermo. La investigación en comunicación desde la perspectiva cualitativa. Guadalajara : Universidad Nacional de La Plata/Instituto Mexicano para el desarrollo comunitario, 1997.

LIMA, Venício A. de. A direita e os meios de comunicação. In: CRUZ, Velasco e; KAYSEL, André; CODAS, Gustavo (orgs.) Direita, volver! : o retorno da direita e o ciclo político. São Paulo : Editora Fundação Perseu Abramo, 2015.

MORAES, Dênis de. A hegemonia das corporações de mídia no capitalismo global. 2000. Disponível em: < http://www.bocc.ubi.pt/pag/moraes-denis-hegemonia.html>. Acesso em: 13 fev. 2019.

MORAES, Dênis de. Comunicação, hegemonia e contra-hegemonia: a contribuição teórica de Gramsci. REVISTA DEBATES, Porto Alegre, v.4, n.1, p. 54-77, jan.-jun. 2010.

OLIVEIRA, Germano. Uma extensa ficha corrida. Revista Isto é, 04 out. de 2018. Brasil. Disponível em: < https://istoe.com.br/uma-extensa-ficha-corrida/>. Acesso em: 29 jan. 2020.

PARISER, Eli. O filtro invisível: o que a internet está escondendo de você. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2012.

RAMOS, Murilo César. Plano Nacional de Banda Larga: uma perspectiva da economia política das políticas públicas. IV Conferência ACORN-REDECOM, Brasília, D.F. Anais... Brasília D.F., 2010.

SANTOS, J. G.; CHAGAS, V. Direta transante: enquadramentos pessoais e agenda ultraliberal do MBL. Matrizes, v. 12, n. 3, p. 189-214, 26 dez. 2018. Disponível em: < http://www.periodicos.usp.br/matrizes/article/view/147928>. Acesso em: 25 mar. 2019.

SODRÉ, Muniz. Antropológica do Espelho: uma teoria da comunicação linear e em rede. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

SODRÉ, Muniz. A ciência do comum: notas para o método comunicacional. Petrópolis, RJ :

Vozes, 2014.

THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: Uma teoria social da mídia. 12ª. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

THOMPSON, John B. A interação mediada na era digital. Revista Matrizes, V.12 - Nº 3, p. 17-44, set./dez. 2018. Disponível em: < http://www.revistas.usp.br/matrizes/article/view/153199/149813>. Acesso em: 22 jan. 2018.

Publicado
10-09-2020
Como Citar
Nabarrete Bastos, P. (2020). Atuação das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo no Facebook na campanha presidencial de 2018. E-Compós. https://doi.org/10.30962/ec.2070
Seção
Ahead of Print