Padronização ou dinamismo?

A campanha permanente no Brasil em 2024

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30962/e-comps.3311

Palavras-chave:

Campanha Permanente, TikTok, Comunicação Política Digital, Pré-campanha, Análise do Conteúdo

Resumo

Este estudo analisa como cinco parlamentares brasileiros – com maior alcance no TikTok em suas regiões e que concorreram às prefeituras em 2024 – acionaram estratégias de campanha permanente em sua comunicação digital. Examina-se o uso dessas estratégias na pré-campanha e entre as candidaturas, testando a hipótese de que a campanha permanente varia conforme o contexto e eventos políticos. Com base em 970 vídeos, os resultados apontam diferenças entre os casos, indicando influência de fatores contextuais e ideológicos, mas também uma mudança sistemática no acionamento das estratégias comunicacionais com o tempo, evidenciando uma campanha permanente dinâmica em eleições subnacionais.

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Biografia do Autor

Daniel Kei Namise, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Paraná (PPGCOM-UFPR). Integrante do Grupo de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública (CPOP).

Fernando Antonio Egert, Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM-UFF). Integrante do Laboratório de Investigação em Ciência, Inovação, Tecnologia e Educação (Cite-Lab).

Raquel Mirian Pereira de Souza , Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (PPGCP-UFPR). Integrante do Grupo de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública (CPOP).

Rafael Rocha Alves da Silva, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (PPGCP-UFPR). Integrante do Grupo de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública (CPOP).

Michele Goulart Massuchin, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de São Carlos (PPGPol-UFSCar). Professora do Departamento de Comunicação (DECOM), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGCP) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pesquisadora bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), integra o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Disputas e Soberanias Informacionais (INCT-DSI) e coordena o grupo de pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública (CPOP), sediado na UFPR.

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24-03-2026

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Namise, D. K., Egert, F. A., de Souza , R. M. P., Silva, R. R. A. da, & Massuchin, M. G. (2026). Padronização ou dinamismo? A campanha permanente no Brasil em 2024. E-Compós. https://doi.org/10.30962/e-comps.3311

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