Entre conformidade e formação
inteligência artificial, erosão epistêmica e limites do paradigma regulatório na pós-graduação
DOI:
https://doi.org/10.30962/e-comps.3409Palavras-chave:
Inteligência Artificial Generativa, Erosão Epistêmica, Letramento algorítmico, Regulação, Pós-GraduaçãoResumo
O ensaio analisa as respostas institucionais à incorporação da inteligência artificial na formação de pesquisadores da pós-graduação brasileira, tendo como corpus o Referencial do MEC (2026), a Portaria CNPq nº 2.664/2026 e a Política de IA da Compós (2025). A partir do dialogismo bakhtiniano e análise documental, propõe o conceito de erosão epistêmica para nomear o risco de atrofia gradual das capacidades cognitivas e discursivas do pesquisador em formação. Argumenta-se que as respostas institucionais operam segundo um paradigma regulatório centrado na conformidade, deixando intocado o processo formativo, e defende uma agenda alternativa ancorada na tradição epistemológica da Comunicação.
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