A aranha e o pensamento tentacular em Haraway

fundamentos para uma episteme feminina da comunicação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30962/e-comps.3410

Palavras-chave:

Comunicação, Pensamento tentacular, Epistemologia, Feminino, Donna Haraway

Resumo

Propomos uma episteme baseada no pensamento tentacular para pensar a comunicacão, desafiando a lógica de dominação masculina e o excepcionalismo humano do Antropoceno. Através de um “antimétodo” de circulação aberta, a biologia das aranhas e a arte da tecelagem propõem conceber a vida como um emaranhado de linhas e parentescos multiespécies, e não como sistemas isolados. Ao resgatar potências ctônicas e ancestrais, salientamos a confluência de múltiplas relações de aliança, práticas de cuidado e simpoiese como estratégias para habitar um mundo danificado. O resultado aponta para um potencial de transição para um tempo que exige o cuidado com os vínculos que sustentam coletivamente a vida.

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Biografia do Autor

Carolina Santos da Cunha, Universidade Católica de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa da Universidade Católica de Brasília (PPGICEC-UCB).

Florence Dravet, Universidade Católica de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Doutora em Didactologia das Línguas e Culturas pela Universidade de Paris 3 – Sorbonne Nouvelle (Paris, França). Docente do Programa de Pós-Graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa da Universidade Católica de Brasília (PPGICEC-UCB). Bolsista de produtividade em Pesquisa nível B do CNPq.

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Publicado

12-06-2026

Como Citar

Santos da Cunha, C., & Dravet, F. (2026). A aranha e o pensamento tentacular em Haraway: fundamentos para uma episteme feminina da comunicação. E-Compós, 29. https://doi.org/10.30962/e-comps.3410

Edição

Seção

Artigos Originais